quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lista de livros


Gostei de um post da Kellen Baesso do Tudo que me interessa (http://kellenbaesso.blogspot.com/) e resolvi fazer também a minha listinha de livros a ler. A Kell listou mais de 100 livros. Eu listei bem menos, 63. Mas ainda tem os livros do Clube do Livro e do mestrado que não estão nesta relação. A meta deste ano então será zerar esta lista. Será que dá certo?
Pelos livros que estão na minha estante, 20 são romances, a maioria são em português, mas tem uns cinco que são em inglês. Tenho outros 23 livros que são de história, já escrevi aqui no blog que adoro ler sobre história do Brasil, destes livros, grande parte são da história do nosso país, mas tem alguns que são de história mundial também. Vários dos livros são coleções/séries como é o caso da História da Vida Privada, tenho a mundial e a brasileira (aliás fala o volume 1 da série brasileira, mas este está esgotado, vou apelar para os sebos para completar). Também tenho outros 15 livros de filosofia/sociologia, dois de educação e três de autoajuda. Vou listar os romances e os de história porque serão estes que provavelmente resenharei aqui no blog.

Romances
1 - As vinhas da Ira
2 - A insustentável leveza do ser
3 - O despertar de Shone MacKade
4 - O orgulho de Jared MacKade
5 - Fora da lei
6 - Coração do mar
7 - Lágrimas da lua
8 - Diamantes do sol
9 – Questões do coração
10 – O guardião de memórias
11 – Brincando com fogo
12 – Não chore minha bela
13 – Fascinação
14 – Minha querida dorme
15 – Grande sertões veredas
16 – Twenties´ girls
17 – Last chance saloon
18 – Once upon a Rose
19 – The secret pool
20 – The wedding contract

História
1 – História Regional da Infâmia
2 – A invenção das tradições
3 – Sobre história
4 – Ditadura Encurralada
5 – Ditadura Derrotada
6 – Ditadura Escancarada
7 – Ditadura Envergonhada
8 – Casa Grande e Senzala
9 – Visão do Paraíso
10 – Capítulos da História do Império
11 – Raízes do Brasil
12 – A era dos Impérios
13 – A era do Capital
14 – A era das Revoluções
15 – História da Vida Privada 1
16 – História da Vida Privada 2
17 – História da Vida Privada 3
18 – História da Vida Privada 4
19 – História da Vida Privada 5
20 – História da Vida Privada no Brasil 2
21 – História da Vida Privada no Brasil 3
22 – História da Vida Privada no Brasil 4
23 – Uma breve história do Brasil

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aos meus amigos


O segundo livro que li nos últimos dias é “Aos meus amigos”, de Maria Adelaide Amaral. Resolvi ler o livro depois de ter visto a minissérie “Queridos Amigos” em DVD. Eu já tinha assistido a minissérie na TV quando passou em 2008. Já naquele ano a temática da história e o contexto me fisgaram. O tema central é a amizade que pode unir as pessoas a ponto de criar uma “família” e o contexto são os conturbados anos 70 e 80. Aliás, é exatamente por isso que comprei a minissérie, ela também entra no meu roteiro de minisséries com fundos históricos, porque a maioria dos personagens teve envolvimento com a luta contra a ditadura, três personagens, Tito, Ivan e Bia foram presos e torturados, Tito e a mulher, Vânia são exilados no Canadá, e Beny com influência da família consegue ajuda para soltar os amigos e providenciar o exílio de Tito. Tem as discussões sobre a situação do Brasil, a volta dos exilados com a Anistia em 79, a luta pelas Diretas Já, em 1982, e a redemocracia e as primeiras eleições diretas em 1989. A resistência à Ditadura tinha sido tema em Anos Rebeldes, em Hilda Furacão e JK, mas os anos 80 são abordados somente nesta minissérie.

Depois de devorar o DVD, porque mesmo sabendo qual era o fim, eu queria ver toda a minissérie sem ter que parar muito, mas é difícil, afinal são quatro DVDs com uma média de 3,5 horas cada. Aí depois de assistir pela segunda vez a história, procurei pelo livro da Maria Adelaide Amaral que deu origem à minissérie. “Aos meus amigos” foi publicado em 1992 e as duas histórias são complementares. Na verdade, as duas histórias tem muito comum, mas são diferentes. Até pelo formato, livro/minissérie, e pelo tempo entre elas, 1992/2008, a grande diferença talvez seja o tom da história. O livro é mais ácido, a minissérie mais suave, mais doce, eu diria lírica.

O livro tem dois personagens a mais, Adonis e Caio. De certa forma, na minissérie Caio e alguns traços de Adonis foram incorporados a Beny, e pensou eu, que mais alguns traços de Adonis foram agregados a Pedro e ao Leo. Também difere um pouco como os amigos se reencontram. No livro, o suicídio de Leo desencadeia o encontro. Na minissérie, Leo descobre ter uma doença terminal e resolve reunir os amigos. Para isso faz uma reunião em que dá tudo errado, depois simula um acidente com morte e depois reaparece aos amigos e o fim, culmina com a sua morte. Tudo isso se processa em poucos dias.

O que me impressionou tanto no livro quanto na minissérie é exatamente a questão que dá início as duas história: a amizade. Leo dizia que o importa são os afetos. Os afetos que a gente vai criando ao longo da vida. Concordo. Plenamente. Abaixo um trechinho de uma conversa entre Leo e Lena na minissérie.

Leo: “Sinto saudade do tempo em que a gente era amigo”.

Lena: “Eu também. Tenho saudade das piadas idiotas, da vida de todos passada a limpo, daquela espécie de adolescência revivida do afeto que nos unia, da família que éramos. Quando ns separamos, eu perdi a família. Nós temos que ficar juntos. Nós, que apesar de todas as diferenças nos queremos tanto, por tudo o que vivemos, pela cumplicidade que muitas vezes não é verbal, mas que se expressa na nossa afetividade, na agressão, no carinho que temos uns pelos outros, que é o carinho pela nossa juventude, nós não podemos romper, nos afastar”.

Leo: “O que importa nesta vida são os afetos, Lena, os afetos”.

A sangue frio


Janeiro é mês de trabalhar e ler o que se tem vontade, ou seja, muita literatura, vamos deixar os livros técnicos para março, porque em fevereiro será o mês da praia e dos livros! Então, nas duas últimas semanas li apenas dois livros, até porque dediquei grande parte do tempo para escrever um artigo sobre a pesquisa que fiz no fim do ano passado. Os dois livros foram, em minha opinião, impactantes.

Vamos ao primeiro: A Sangue Frio, de Trumam Capote. Recomendo, recomendo e recomendo aos amantes dos livros, para os jornalistas recomendaria mais duas vezes. Este é o livro que, quando estudantes de jornalismo,  deveríamos ser obrigados a ler, não apenas sugestionado. Capote é mestre na descrição e no contar histórias. O livro é sobre o assassinato da família Clutter, de Holcomb, no Kansas. O legal do livro é a dimensão que autor dá ao fato. Não é simplesmente o fato pelo fato, mas toda a reconstrução da história, das personalidades e do cotidiano de todos os personagens, sejam das vítimas quanto dos assassinos.

O crime ocorreu em 1959, os assassinos foram presos pouco mais de um mês após o crime (e esta parte é muito legal, porque a polícia não tinha nenhuma pista e o responsável pelo caso de vê atormentado com isso pois a família era muito conhecida e as pessoas passaram a ter medo uns dos outros, pois acreditam que o matador estava entre eles), e foram enforcados cinco anos depois. O livro foi publicado em quatro partes na revista New Yorker, praticamente seis anos depois do crime. 

A edição que comprei na Feira do Livro de Porto Alegre, tem um comentário ao fim falando sobre o processo de construção da história, isso é importante para entender os procedimentos adotados por Capote para conseguir reunir tantas informações sobre as vítimas e os assassinos.  Ainda sobre essa questão, é legal ver o filme Capote, de 2005, que trata exatamente de como Capote teria escrito o livro A Sangue Frio. Filme é muito bom e o livro também.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Para começar bem, algumas leituras


A virada do ano pode não ter sido das melhores no Sul do mundo, chuva deu raras tréguas. Mas, apesar do Réveillon ter sido menos colorido em Capão da Canoa – graças a esperteza da equipe da prefeitura e da empresa contratada que deixou molhar os fogos de artifício – o ano começou bem. A primeira boa notícia: meu irmão passou no vestibular da UFSC em Engenharia Civil. E a segunda boa notícia: os móveis do meu quarto já estão em produção!

Nesta primeira semana que foi bem corridinha, ainda consegui ler três livros e assim diminuir a pilha de leitura. O primeiro que li foi “A garota das Laranjas”, de Jostein Gaarden, mesmo autor de “O mundo de Sofia”. O livro é pequeno, cerca de 160 páginas e a história gira em torno da Garota das Laranjas. Não, a garota não é exatamente um ser mítico ou místico, mas dependendo do olhar até pode ser. Neste pequeno romance, Jostein conta a história de um médico que tem uma doença terminal e escreve uma carta para seu único filho. A carta desaparece por anos e só na adolescência o rapaz encontra escondido no forro do seu carrinho de bebê. O livro é a própria carta com algumas intervenções do menino. Uma história bonitinha que nos faz refletir sobre a vida e a morte, a existência na Terra e a grandeza do universo e o quanto vale o amor. A principal pergunta filosófica do livro é: dado a você a oportunidade de viver, mesmo que poucos anos, você aceitaria a aventura de viver ou preferiria não ter esta experiência? 

O segundo livro foi “4 de Julho” de James Patterson. Este eu li em uma noite. O livro tem cerca de 200 páginas. Mistura ação, romance policial e thriller de julgamento. A história envolve uma policial, Lindsay Boxer, que durante uma perseguição acaba matando uma menina e ferindo gravemente outro adolescente após os dois atirarem nela e em seu parceiro. A questão é que os dois meninos eram assassinos em série, mas tinham dinheiro, então o pai deles processa a policial. Parte da história envolve essa tensão: ela será julgada culpada ou absolvida de abuso de autoridade? O segundo núcleo do enredo envolve outros assassinatos, também em série, ocorridos na cidade onde mora a irmã de Lindsay e onde ela procura abrigo antes de ir a julgamento – porque ela é afastada de suas funções como tenente e chefe da divisão de homicídios.  Lindsay acaba se envolvendo nas investigações até por desconfiar que os casos estão ligados a outro, ocorrido há 10 anos, um dos primeiros casos dela na homicídios e que ficou sem solução. O que a leva a desconfiar é o modus operandi e no fim, claro, ela estava certa. O livro é bom, bem escrito, não é a toa que o autor está sempre na lista dos mais vendidos nos EUA. Ganhei o livro em uma das reuniões do Clube do Livre de Tubarão. Se encontrar outros livros do mesmo autor irei lê-los com certeza.

O terceiro livro é “Os filhos do Éden, Herdeiros de Atlântida” de Eduardo Sporh. O livro é um spin-off de “A Batalha do Apocalipse”. Desde o início, o autor procura deixar claro que não é uma continuação, mas quem já leu a Batalha...vai encontrar algumas respostas que no primeiro livro ficaram obscuras, como por exemplo, o que aconteceu com o arcanjo Rafael. Em A Batalha... fala-se que ele desapareceu depois de iniciadas as brigas entre os arcanjos e as tentativas de devastação dos humanos. Pareceu que ele simplesmente tivesse desistido de tudo. Mas, não, Filhos... mostra que ele se refugiou no 3º Céu, nos Campos Elísios, onde são recebidas as almas dos humanos que foram bons em vida e ascendem ao 3º Céu, o Éden Celeste. O livro também mostra como Rafael sumiu e os apêndices explicam melhor a cronologia e as batalhas anteriores.

Li A Batalha junto com o pessoal do Clube do Livro e Filhos do Éden ganhei da Renata Cardoso que me tirou no amigo secreto do clube. Gostei de A Batalha, mas achei o final confuso, com aquela história do Ablon ter destruído a Roda do Tempo, ele e Shamira voltaram no tempo, mas só ele lembrava do que tinha acontecido, aí fica a questão: a tomada do templo de Sião aconteceu ou não? Também tinha ficado confuso esse sumiço de Rafael e achei que foi pouco falado sobre Jesus, só fala que ele na verdade seria filho de Gabriel e Maria, e que após seu nascimento, Gabriel se deu conta do amor de Deus pelos humanos e se revolta então contra Miguel. Surgem aí os novos rebeldes, já que antes era Miguel contra Lucífer.

Gostei do enredo e do estilo porque adoro fantasia e mitologias. Aliás, Eduardo não só cria um universo de personagens e trajetórias, mas utiliza-se do que outros autores já escreveram, um exemplo: Brumas de Avalon. Em Filhos... ele fala que Avalon é um dos vértices, ou seja, é uma realidade acessível apenas por um portal, mais ou menos como relatado no livro já célebre, um dos meus preferidos.

Uma das coisas que eu mais achei interessante é que os anjos não são vistos como seres perfeitos, mas ao contrário, tem muitos defeitos! Neste novo livro isso é ressaltado, porque cada casta tem suas limitações. Adorei os ofanins, os anjos da guarda bem diferentes dos querubins, os brigões.

Não há nenhum problema em ler primeiro Filhos do Éden, as duas histórias tem algumas coisas em comum, mas são episódios que se encerram com o ponto final. Filhos do Éden terá mais livros, o autor ainda não definiu se será mais um ou mais três, mas os personagens, ao menos a líder, a ishim Kaira deve ser o centro das atenções. O próximo livro já tem nome: “Os anjos da morte” e pelo que li deve ter como pano de fundo as guerras mundiais. Neste primeiro, como diz o subtítulo fala sobre Atlântida, a Pérola do Mar. Bem escrito, ficava com dó de largá-lo. Queria saber o que aconteceria em seguida e como os episódios do passado se relacionavam com o que o autor estava descrevendo. Terminei o livro querendo mais. Vai demorar muito para o próximo?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O ano que termina


Como foi seu ano? É comum neste período fazer uma reflexão a cerca dos últimos 12 meses. Para mim, 2011 termina muito bem. Chego ao fim do ano tendo o sentimento de dever cumprido. O que precisava ser feito foi. Algumas coisas poderiam ter sido melhores, é, poderiam. Outras foram melhores ainda do que eu tinha imaginado. Surpreender-se faz parte da magia da vida. Às vezes, a surpresa não é muito boa, ao menos inicialmente, mas depois de um tempo, quando amadurecemos percebemos que não poderia ter sido melhor, a Vida, elemento enigmático, se encarrega de fazer as mudanças necessárias.


Termino 2011 com ótima saúde, com um emprego bem legal, com meu apê ficando como eu quero, com grande parte da dissertação pronta, com as pesquisas de campo feitas (ufa!), com um carro na garagem (e saindo todos os dias, três meses seguidos hein!), com novos amigos e outras amizades cada vez mais fortes.

Quero agradecer aqui aos meus colegas da Redação DS, vocês são mara! Aos queridíssimos colegas do Clube do Livro de TB, vocês tem se tornado verdadeiros amigos, além de companheiros de leituras, né Kellen Baesso, Cíntia Teixeira, Laura Peruchi. E aos amigos-amigos-amigos Cíntia Abreu, Tatiana Dornelles, Gisele Florêncio, Davi Goulart, Marcelo Schmitt, vocês fazem a minha vida mais alegre juntamente com o peludo do Galileu, e da minha família nuclear, pai, mãe e mano. Ah e não posso esquecer dos meus colegas de mestrado, Bantu, Vandemberg e da minha orientadora, Vera. 

Em 2011 eu aprendi a superar o medo. Crescer dói, mas é necessário para que possamos aprender outras coisas. Dirigir tem sido muito legal, às vezes ainda tenho vontade de sair correndo, ou simplesmente de desabar chorando quando me vejo em uma situação difícil, como tirar o carro de uma vaga na qual fui prensada entre uma moto e uma caminhonete (suei, mas tirei sem arranhar nenhum), ou quando o carro tem algum problema e não sei como resolver.

Recebi pela primeira vez o carnê do IPTU com o meu nome....Tentei ser mais responsável como dinheiro, mas este ainda é um exercício a ser melhorado, principalmente porque ainda tenho que fazer a sala de jantar/estar e melhorar o escritório ( às vezes pode-se fazer péssimos negócios, a estante do escritório foi o abacaxi do ano, esqueci de ver a profundidade do móvel e ele não está aguentando o peso dos livros). 

Neste ano também tirei férias pela primeira vez com direito a viagens. Fui a SP, viajei pela primeira vez de avião, reencontrei amigos. Fui a Porto Alegre, reencontrei uma amiga de infância.

Para 2012 já tenho alguns planos: terminar o mestrado, terminar de mobiliar a casa, tirar o passaporte, terminar o cursinho de inglês, instalar a TV por assinatura e encarar com seriedade a academia. São metas bem racionais, e já fiz um planejamento do quê, em que mês. De resto, vamos ver o que que a Vida se encarrega de trazer. Como escrevi antes, às vezes os imprevistos se tornam a parte mais legal do percursso.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Os engarrafamentos da BR-101

Que semana hein! Quem resolveu pegar a BR-101 do Rio Grande do Sul para Santa Catarina amargurou horas nas filas. Eu que estava no meio da multidão, peguei pelo menos uma hora e meia de fila. Isso para ir de Torres a Araranguá, quando finalmente o trânsito andou. Resultado: duas horas de atraso para chegar na Shark City e ir direto para o trabalho, de mala e cuia (é só de mala, porque a cuia ficou na praia).

Pior é claro para quem se aventurou em ir para Florianópolis e ficou por horas e horas em filas, principalmente entre Tubarão e Laguna. Quando cheguei, por volta das 14h, a fila já estava no viaduto da avenida Patrício Lima, no fim da tarde, passava do posto da PRF.

Em momento assim é de se pensar né, quem é o culpado por esta situação? Ora, nem precisa pestanejar, a culpa disso tudo é da estrutura do país. A legislação brasileira é bem condescendente com as empreiteiras. Elas podem atrasar o prazo que for que dificilmente são multadas e menos ainda, tem os contratos rescindidos. O lote 25 é exemplo disso, se já nas primeiras paralisações o Dnit tivesse tomado uma providência mais drástica não estaria tão atrasado. A obra chegou a ficar quase um ano sem pavimentar um quilômetro. Depois destes anos todos, só em julho é que o Dnit deu um ultimato ao consórcio. E o povo onde fica nisso tudo?

E a ponte de Cabeçudas, que o diretor-geral do Dnit deu a brilhante ideia de mudar o projeto? Era só o que faltava! Já se esperou tanto! Se o projeto era muito caro, por que ele foi licitado? E por que o contrato já foi assinado?

Empresas que não cumprem o prazo deveriam perder a possibilidade de contratar com qualquer esfera de governo, mas vai ver se isso ocorre de fato. Só depois de um mega processo, e olhe lá ainda. E por que que não acontece nada? Ah, intuitivamente todos sabem porque, difícil é conseguir provas. Basta olhar quem são os maiores financiadores das campanhas (se bem que o problema é saber o que não é declarado).

É incrível como no Brasil uma obra pode demorar tanto para ficar pronta. Lembram da estrada do Camacho? Mais de seis anos, várias empreiteiras passaram pela obra. O ex-governador Luiz Henrique dizia que tinha um burro enterrado em Jaguaruna. Na real, o burro não está enterrado em Jaguaruna, ou em Laguna, se lembramos do lote 25. O burro está é entranhado na estrutura de poder que envolve política e dinheiro.

Olha quanto tempo a BR-101 está demorando! O problema não são os engenheiros formados nas universidades e sim, o tal jeitinho brasileiro, a ideia de ganhar dinheiro facilmente, lesando o erário, achar que o que é público é seu ou de sua família e amigos.  Obras ruins estragam rapidamente, aí é preciso contratar mais uma obra, mais uma empresa. Trabalhos que levam anos para serem concluídos precisam de aditivos. E por aí que escorre o dinheiro do contribuinte. Será que algum dia teremos seriedade nesse processo todo? 

Equipe da Thainá